Operário Ferroviário Esporte Clube

Operário Ferroviário Esporte Clube

O Operário Ferroviário Esporte Clube é o clube de uma apaixonada torcida que representa a cidade de Ponta Grossa e a região dos Campos Gerais do Estado do Paraná em todo o Brasil.

Ponta Grossa, uma das maiores cidades do Paraná com mais de 300.000 habitantes, é considerada o berço do futebol paranaense, pois foi aqui na Princesa dos Campos que em 1909 disputou-se o primeiro jogo de futebol oficial da história do Paraná, entre ponta-grossenses e curitibanos, com vitória de 1 a 0 para o time da casa.

 

Origens ferroviárias

O Operário Ferroviário Esporte Clube surge em 1912 das reuniões dos trabalhadores construtores das ferrovias entre Paraná e Santa Catarina para praticar o jogo de futebol.

Parece óbvio, mas várias versões espalhadas em diversas fontes por tempos divulgaram supostas fusões de times da época para criar o Operário, versões essas negadas em depoimentos de alguns dos fundadores do clube.

No estatuto do clube ficou oficializado já em 1914 o dia Primeiro de Maio de 1912 como a Data Magna a ser comemorada como o início da paixão operariana.

Escolheu-se o Primeiro de Maio, na época data designada como o Dia do Operário, como justa homenagem aos pioneiros da bola em Vila Oficinas, bairro da cidade de Ponta Grossa onde se localiza a sede alvinegra, que, aliás, recebeu esse nome por abrigar as oficinas das máquinas ferroviárias da rede.

O Operário Ferroviário é o segundo clube em atividade mais antigo do Estado do Paraná, fundador da primeira Liga Paranaense de Futebol em 1915.

 

Fundadores

Presidente: Raul Lara; Vice presidente: Oscar Wanke; Primeiro secretário: Antônio Joaquim Dantas; Segundo secretário: João Gotardello; Primeiro tesoureiro: Joaquim Eleutério; Segundo tesoureiro: Álvaro Eleutério; Primeiro capitão: Victorio Maggi; Segundo capitão: Oscar Marques; Fiscal de campo: João Simonetti.

Pioneiros do Operário Ferroviário Esporte Clube, assim como Pedro Azevedo, Henrique Piva, João Hoffman Júnior, Ewaldo Meister, Álvaro Meister, Adolfo Piva, José Antônio Moro, Frederico Dias Júnior, Alexandre Bach, Abel Ricci, João Fernandes de Castro, Michel Farhat, Cesário Dias, Oscar Serra, Inácio Lara, Ricardo Wagner, Alberto Scarpim, Frederico Holzmann, Francisco Barbosa, Holger Mortensen em meio a tantos outros que contribuíram para manter aceso o ideal operário naqueles primeiros tempos.

 

O nome

O nome escolhido por consenso entre os fundadores foi Foot-ball Club Operário Ponta-grossense, com sua primeira diretoria sendo eleita em abril de 1913.

Esse nome duraria somente até 1914, mudando-se para Operário Foot-ball Club.

A partir da metade da década de 1920 nova alteração no nome, agora para Operário Sport Club, mudança essa motivada provavelmente para atrair um número maior de novos sócios, capitalizando recursos para se transformar também em um clube social.

Somente em 1933, após a incorporação do clube social dos ferroviários, que nunca tinha entrado em atividade oficial esportivamente, chegou-se ao nome definitivo: Operário Ferroviário Esporte Clube.

As cores e os uniformes

Segundo o pioneiro senhor Abel Ricci a cor do uniforme principal, não modificada até os dias atuais, foi idéia do senhor Alberto Scarpim: “trata-se de uma homenagem às raças branca e negra, que sempre terão vez em nossa agremiação”.

Essa atitude de busca de harmonia entre todos causou imediata simpatia pelo clube, lembrando que em 1912, apenas 24 anos após a promulgação da Lei Áurea, pouquíssimos times no país aceitavam jogadores negros em suas formações.

O Operário Ferroviário é considerado um dos pioneiros clubes no Brasil a ter tal postura civilizada.

A camisa alvinegra listrada verticalmente com calções pretos aparece desde então nos campos e corações de todos nós, sem nenhuma mudança nas cores nesses cem anos de história.

Posteriormente como segundo uniforme surge a camisa branca com calções brancos e mais recentemente como terceiro uniforme a camisa e calções todos pretos.

 

Um Fantasma entre nós

O mascote e símbolo do Operário Ferroviário é o Fantasma.

Esse apelido, Fantasma da Vila, foi dado pelo meio esportivo de Curitiba logo nos primeiros anos de jogos do Operário contra os times da capital do estado, retornando sempre nos ressurgimentos do Alvinegro, pois observava-se que os visitantes ficavam assustados com a garra do time de Ponta Grossa e geralmente perdiam as partidas em Vila Oficinas, tanto que na sua primeira temporada de atividades regulares contra outras equipes, em 1914, o Operário Ferroviário passou o ano todo invicto.

Estava formada a lenda do Fantasma.

 

Estádio

A construção do estádio do Operário Ferroviário e da sede do clube se deu em um terreno próximo à rede ferroviária.

Germano Ewaldo Krüger, um grande incentivador das práticas esportivas que assumiu a chefia das oficinas da Rede Viária Paraná – Santa Catarina na década de 1930, além de acompanhar dedicadamente o clube propôs a mudança do seu primeiro campo utilizado para os jogos, ao lado das oficinas, para um terreno mais ao largo dos trilhos.

Mandou, então, canalizar um olho d’água ali existente para se aproveitar um espaço bem maior que acomodasse arquibancadas, sede social e outras benfeitorias para os associados.

Na entrega do novo estádio, em outubro de 1941, Germano Krüger exercia um dos três mandatos que conquistou como presidente do Operário, recebendo na década de 1960 a homenagem de dar seu nome ao Estádio de Vila Oficinas do Operário Ferroviário.

O recorde de público no estádio é uma incógnita, pois em alguns casos encontram-se registros somente da renda das partidas.

Dos grandes públicos oficiais registrados: pelo Campeonato Brasileiro – Copa Brasil de 1979, no empate em 1 a 1 com o Brasil de Pelotas, quando houve a inauguração dos sistemas de refletores do estádio,  9.399 pagantes.

Nos últimos anos o maior público oficialmente presente no estádio foi no jogo Operário Ferroviário x Portuguesa Londrinense, com 8.660 pagantes no empate sem gols que deu o acesso à primeira divisão ao Fantasma em 2009.

 

Torcida

O Operário Ferroviário é conhecido por possuir uma das maiores e mais vibrantes torcidas do sul do Brasil, estando sempre entre as melhores médias de público e renda dos campeonatos que disputa.

Essa torcida apaixonada caracteriza-se por seguir o Operário Ferroviário em todas as cidades em que o time vai jogar.

Antigamente a torcida saía de Ponta Grossa em vagões de trens de passageiros para ir às outras cidades acompanhar o time, ficando conhecida como torcida do Trem Fantasma.

Hoje em dia o Fantasma possui as seguintes torcidas organizadas que fazem um grande espetáculo nos jogos alvinegros: Torcida Trem Fantasma, Torcida Fúria Jovem e Torcida Fúria Feminina.